CULTURA

PAIXÃO CÔRTES PODE VIRAR NOME DA NOVA PONTE DO GUAÍBA

A proposta foi apresentada pelo folclorista, pesquisador, locutor e compositor Dorotéo Fagundes, sendo esta uma legítima homenagem ao homem que fundou e organizou o movimento tradicionalista do RS, levando a cultura do pampa gaúcho aos povos do Brasil, das Américas, Europa e mundo. No entender de Dorotéo Fagundes, Paixão Côrtes representa uma ponte da cultura sulriograndense com o resto do mundo. Leia aqui a coluna completa.

REGIONALISMO - por Dorotéo Fagundes

Em reunião com o Deputado Federal Carlos Gomes, no mês de maio, em nome dos Cavaleiros Farroupilhas, visando seu apoio a restauração da Casa dos Ministérios Farroupilha de Caçapava do Sul, sugerimos também, que o nome da nova ponte do Guaíba, bem que poderia ser PAIXÃO CÔRTES.

Ele que dia 12 de julho, faria 92 anos, foi a maior ponte em defesa da cultura regional brasileira e gaúcha, como folclorista, fundador do movimento tradicionalista, que no governo Fernando Henrique Cardoso foi considerado, um dos 10 homens do século vinte do Brasil, que está plasmado na figura do Laçador, a estátua mais famosa do Rio Grande do Sul, símbolo da capital de todos os gaúchos e gaúchas, tem de sobra todas credenciais que alguém precisa, para merecer tal homenagem.

Em 1947 o guri de Santana de Livramento, aquerenciado na capital do Estado, indignado com o plano de pós-guerra dos norte-americanos em semear no mundo seus ídolos, cores, bandeira, roupas e cultura musical, deu uma de Sepé Tiarajú, gritando: ALTO LÁ, AQUI ESTA TERRA TEM DONO, e fundou um departamento de tradição gaúcha no colégio que estudava que se transformou no maior movimento sócio cultural do planeta, envolvendo diretamente milhões de pessoas em todo o Brasil em vários continentes.

A nova ponte do estuário que banha a capital, significa caminho, passagem, condução de tudo que o gaúcho produz, não poderia ter outro se não o nome desse ícone do regionalismo nacional, que esteve sempre a frente do seu tempo, como ser humano, gaúcho e brasileiro.

Ele só não fez tudo que imaginou em defesa da cultura própria, como patrocinou com o dinheiro da sua guaiaca, tudo que nos legou de estudos cientificamente elaborados, no decorrer da sua vida, (dos 18 aos 90 anos,) e quando passado à querência eterna aos 91, se foi de chapéu tapeado, lenço maragato, poncho bichará, com as botas rosilhonas, porque o agosto não brinca mais, se cambiou montado no mesmo cavalo tobiano, que fez a primeira cavalgada cívica Riograndense, que deu origem a sua missão de amor aterra e de liberdade, que pregou sem nunca fraquejar.

Para pensar: Paixão Corte não é lenda, é história viva e servirá eternamente como uma ponte, ligando os lados dos mundos físico e espiritual.

Dorotéo Fagundes - Folclorista

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